Infocafé de 16/03/20

O mercado inicia a semana nervoso devido ao corona vírus, tentando se adaptar a essa nova realidade. A bolsa de N.Y. finalizou em baixa, a posição maio oscilou entre a máxima de +0,65 pontos e mínima de -3,10 fechando com -2,85 pts.

A moeda norte-americana subiu 5,16%, cotado a R$ 5,0612. O Federal Reserve (Fed, banco central dos Estados Unidos) anunciou, em pleno domingo, a redução da taxa de juros dos Estados Unidos para a faixa entre 0% a 0,25%, o que agravou os temores sobre o impacto econômico da pandemia. Foi o segundo corte de juros em menos de duas semanas. A instituição também anunciou um programa de compra de US$ 500 bilhões em títulos do Tesouro e de US$ 200 bilhões em valores hipotecários.

Segundo analistas, a decisão dramática e inédita do Fed, apesar de buscar estimular os mercados, apenas destaca o quanto o coronavírus está afetando a economia global, forçando as autoridades monetárias a colocar em ação suas ferramentas disponíveis. Na China, dados oficiais mostraram um tombo maior do que o previsto na economia. A produção industrial na China caiu 13,5% em ritmo anual nos 2 primeiros meses do ano, na primeira contração em quase 30 anos. Já as vendas no varejo recuaram 20,5% na comparação com os dois primeiros meses de 2019. No Brasil, as atenções da semana se voltam para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, que anuncia na quarta-feira (18) a nova taxa básica de juros. Com a decisão do Fed, aumentam as apostas do mercado de um novo corte na Selic, atualmente em 4,25%.

O mercado reduziu para 1,68% a estimativa de crescimento do PIB em 2020, segundo o boletim Focus do BC, divulgado nesta segunda. Os analistas também passaram a prever um corte da taxa básica de juros nesta semana, dos atuais 4,25% para 4% ao ano. Já a projeção do mercado para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 4,20 para R$ 4,35 por dólar. Para o fechamento de 2021, ficou estável em R$ 4,20 por dólar. Segundo informou o Blog do João Borges, o Ministério da Economia já discute as várias alternativas para aumentar a disponibilidade de recursos para enfrentar a emergência da saúde das pessoas e da economia por causa do coronavírus. Uma delas é elevar o déficit fiscal previsto para este ano, que é de R$ 124 bilhões. Nesta segunda-feira, o Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, em reunião extraordinária, medidas para facilitar a renegociação de dívidas numa resposta aos potenciais impactos do coronavírus sobre a economia brasileira