Fábrica de orquídeas ajuda a baratear o consumo da flor

OrquideasO relógio anda para trás. O preço começa alto e vai caindo de dez em dez centavaos em questão de segundos. Quem estiver interessado e for rápido no gatilho fica com a mercadoria. É assim que são compradas e vendidas flores no maior centro de comercialização da América, o Veiling Holambra. Modelo inspirado no leilão da cidade de Alsmeer, na Holanda, que entrou para o livro dos recordes como o maior centro comercial do gênero. movimentando 6 milhões de euros. E que inventou o klok, um relógio esquisito que vai orientando os compradores de flores durante os leilões – e que realmente roda ao contrário, mostrando a evolução do preço mais alto ao mais baixo.

O leilão de Veiling – uma cooperativa com mais de 300 fornecedores – acontece diariamente, a partir das 7 da manhã. Nos dias de maior movimento, perto das datas comemorativas do comércio como o Dias das Mães ou dos Namorados, são mais de 10 mil transações realizadas em cada pregão. Os interessados ficam sentados em mesas distribuídas numa sala que lembra a pateia de um teatro. São, em média, 350 pessoas acomodadas em fileiras milimetricamente posicionadas, para que um não atrapalhe a visão do outro. é que a mercadoria passa em carrinhos no centro da sala, de maneira bem serena, como era de se esperar ao se falar de flroes. Mas num ritmo que não permite cochilo.

E começa o desfile de cores e formas. No painel digital gigante à frente, além do relógio, surgem todas as informações daquele lote. Tipo de flor, nome do produtor, data de cultivo e de corte. Aqui não há gritaria. O nervosismo se expressa no rosto de muitos roedores de unhas, mão na cabeça, dedo estrategicamente posicionado no botão da mesa. E, como em quealquer leilão, vence aquele que consesegue perceber o momento exato de dar o lance. Se apertar logo no início, corre o risco de pagar caro. Se demorar muito, pode perder a oportunidade para concorrente vizinho.

Nas bancas

A reportagem completa sobre a fábrica de orquídeas você lê na nossa edição de junho, disponível nas bancas e nos tablets. E aqui você confere a matéria exibida pelo programa Globo Rural.

Fonte: PRISCILA BRANDÃO