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Biodiesel: potencial oleífero de palmeiras inspira projeto de pesquisa |
Caracterização do sistema produtivo da macaúba, tucumã, inajá e babaçú deve estar pronta em poucos anos. Aprovado recentemente, o PROPALMA reúne esforços científicos de diversas unidades da Embrapa e universidades públicas, localizadas no Paraná, Piauí, Maranhão, Minas Gerais e Brasília, com o objetivo de caracterizar
a cadeia produtiva de quatro tipos de palmeiras vocacionadas para a produção de biodiesel. Potenciais fontes de óleo, a expectativa é que os frutos da macaúba, tucumã, inajá e babaçú superem o desempenho oleífero da soja no mercado dos biocombustíveis. As principais ações do projeto, implantado com recursos do Finep, são identificar maciços, definir técnicas de manejo, obter plantas superiores e fazer melhoramento genético. Coordenador das atividades do projeto e doutor em genética e melhoramento de plantas, o pesquisador da Embrapa Agroenergia Leonardo Bhering explica que os primeiros resultados sobre características, indicações fitotécnicas, aproveitamento de co-produtos e resíduos das culturas devem estar disponíveis em um ou dois anos. Já o ciclo completo para recomendação segura de variedades mais produtivas das espécies é de aproximadamente dez anos.
— Hoje, o desafio é alcançar o patamar de quatro mil quilos de óleo por hectare. Esperamos responder várias outras perguntas ao final desse processo, bem como apurar o tempo adequado da colheita do fruto e o processamento com maior aproveitamento da matéria- prima — diz ele.
Oficialmente autorizada no mês passado, a rede de estudos contará ainda com o auxílio de dados, aferidos por meio de uma série de testes anteriores em várias instituições do País. Segundo o melhorista, além do banco de germoplasma de macaúba, o mapeamento da concentração da espécie nas regiões de Minas Gerais, Goiânia e Distrito Federal também está finalizado. Fonte: Portal Dia de Campo
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