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Na União Europeia, frango brasileiro perde espaço para o tailandês

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Na União Europeia, frango brasileiro perde espaço para o tailandês
Dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) relativos aos últimos 13 anos (2015: previsão) mostram que após terem se beneficiado por cerca de cinco anos do surto de Influenza Aviária que eclodiu na Tailândia entre 2003 e 2004, as exportações brasileiras de carne de frango para a União Europeia voltaram a retroceder.
Enquanto isso a Tailândia, mesmo afetada por cerca de uma década pela IA, após enfrentar redução dos embarques em 2004 passou a registrar crescimento contínuo no fornecimento.Considerado o comportamento registrado pelos dois países de 2009 para cá, em no máximo dois anos – eventualmente já no ano que vem – a Tailândia se torna o principal abastecedor daquele mercado.

Ao divulgar esses números, o USDA observa que Brasil e Tailândia permanecerão como os principais fornecedores de carne de frango da Comunidade Europeia. Mas deixa entrever que agora enfrentarão um novo concorrente, a Ucrânia. Que, depois de obter uma quota de fornecimento significativa (é a compensação pela disputa com a Rússia), vai se tornar o terceiro maior supridor da UE.

Como o bloco europeu não tem aumentado suas importações – contra 709 mil toneladas importadas em 2014, a previsão do USDA é de 710 mil toneladas em 2015, volume que tende a se repetir em 2016 – um dos líderes atuais vai perder mercado.

O risco maior, neste caso, recai sobre o Brasil. Pois, após terem se aproximado das 500 mil toneladas anuais no triênio 2007/2009, as exportações brasileiras de carne de frango para o bloco europeu passaram a sofrer redução. O previsto para 2015 é algo em torno das 380-390 mil toneladas, podendo corresponder ao menor volume embarcado para a União Europeia nos últimos 10 anos.

Notar, pelo gráfico abaixo, que em 2015 o volume proveniente da Tailândia deve dar um grande salto, aumentando cerca de 30%. É o efeito da retomada das importações de carne de frango in natura, após a avicultura tailandesa ter-se livrado, quase uma década depois, do surto de Influenza Aviária que atingiu o país nos primeiros anos deste século.

 

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